Semana pesada para o bolso e para o mercado. A Apple resolveu lançar tudo de uma vez chips M5, MacBooks, iPhone, iPad e monitor novo. A Samsung veio com o Galaxy S26 para provar que celular é, sim, ferramenta de cinema. A Amaran reforçou sua linha de refletores. E o destaque: marcas lendárias do cinema estão migrando para smartphones. Arri, Leica, Hasselblad, Zeiss — todas querem o seu bolso.
O "Apple-calypse": chip M5, MacBook Neo e novos monitores
A Apple fez uma série de anúncios que mexem com diferentes faixas do mercado.
iPad Air com M4 — Atualização incremental, mas que coloca o Air como a melhor relação custo-benefício entre os tablets da maçã, com ganho real de potência e velocidade.
iPhone 17e — Chip A19, 256GB de armazenamento de partida, tela mais resistente, carregamento mais rápido e MagSafe, tudo pelo mesmo preço de lançamento do 16e.
MacBook Neo — A grande novidade. Um notebook de 13 polegadas com processador de iPhone (o A18 Pro do 16 Pro Max). O desempenho se aproxima do MacBook Air M1, que foi uma revolução. Pensado para estudantes, roteiristas e uso corporativo — bonito, leve, com opções de cores e preço de entrada.
MacBook Air com M5 — Agora modelo intermediário, ficou US$100 mais caro, mas parte de 512GB. O chip M5 promete até 4x mais desempenho em IA, com ganhos incrementais de 10% a 15% nas demais tarefas.
MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max — É aqui que a coisa fica séria. A nova Arquitetura Fusion combina dois chips em um, entregando núcleos de CPU entre os mais potentes do mundo e até 40 núcleos de GPU no M5 Max. A Neural Engine está 2x mais rápida — ferramentas como Magic Mask e Voice Isolation no DaVinci Resolve vão ganhar desempenho significativo. Partem de 1TB (Pro) e 2TB (Max).
Studio Display (2ª geração) e Studio Display XDR — O novo XDR traz mini LED, contraste super elevado e taxa variável de até 120Hz.
Samsung Galaxy S26 Ultra — privacidade na tela e Log no vídeo
A Samsung respondeu com a família Galaxy S26. No Ultra, os destaques vão além das câmeras.
A nova tecnologia de tela de privacidade funciona como uma película nativa: pixels operam no brilho máximo em ângulos diferentes, impedindo a formação da imagem para quem olha de lado. Ativável por app.
O chip faz upscale de imagens, redução de ruído em vídeos e conversão de 8 para 10 bits de cor — saindo de 16 milhões para mais de um bilhão de cores.
Nas câmeras, o conjunto ganhou abertura maior, novo processador de imagem, ciência de cor que evita o aspecto "digital demais" e — destaque para profissionais — gravação em Log e estabilização 360°.
Amaran Halo e Ray — refletores para todos os orçamentos
A Amaran consolidou duas famílias de refletores com corpos compactos, padronização de tamanhos e compatibilidade com bocal Bowens, DMX e o app Sidus Link da Aputure.
Linha Ray — RGB, mais versátil, voltada para quem precisa de flexibilidade cromática. Linha Halo — Bicolor (COB clássica), foco em custo-benefício. Ventoinhas com controle de ruído, entrada USB-C (DMX e Power Delivery) e potências de 60W a 600W. CCT de 2700K a 6500K.
O selo "cinema" no seu bolso
As grandes marcas chinesas de smartphones estão fechando parcerias com gigantes do cinema para turbinar suas câmeras. A notícia da semana é a parceria da ARRI com a Honor. A dona da Alexa está levando sua ciência de imagem — processamento de cor, latitude e gerenciamento de Log — para smartphones. O primeiro aparelho será o Honor Robot Phone, um protótipo futurista com gimbal embutido e sensor com tecnologia ARRI.
Esse movimento segue os passos da Leica com a Xiaomi (lentes Summicron reais e sensor de 1 polegada), da Hasselblad com Oppo/OnePlus e da Zeiss com a Vivo.
O que isso significa? Se os fabricantes de celular estão chegando ao limite do hardware, agora apostam na "alma" dessas marcas para se diferenciar. Para as marcas de cinema, é uma entrada lucrativa num mercado gigante. E para nós, profissionais, o "backup do backup" agora tem uma imagem que dá para colocar numa timeline de comercial. Mas fica a reflexão: isso valoriza o nosso olhar técnico ou faz o cliente achar que "é só apertar um botão"?
Lançamentos Dominó Preto
- "Recado" — Videoclipe de Rafael Bringel, primeiro single do álbum "Fiz Com o Que Sobrou". O início da história de Romeu, um romântico idealista tentando entender o amor enquanto vive dentro dele.
- "Cidade em Loop" — Performance audiovisual de live dub do artista Freitera, gravada numa fábrica no ABC Paulista. O projeto investiga a relação entre dub music, Sound System Culture e arquitetura industrial.
Estreias da Semana
- A Pequena Amélie — Animação indicada ao Oscar. Uma garotinha belga nascida no Japão descobre as maravilhas da natureza e as verdades emocionais sob a vida aparentemente idílica de sua família. Uma aula de color palette.
- Hora do Recreio — Documentário brasileiro sobre educação, com abordagem documental e ficcional. Destaque para a captação de áudio direto e o uso de luz natural como elemento de imersão.
- Depois do Fogo — Drama com Josh O'Connor. Um cowboy solitário perde a fazenda num incêndio e busca refúgio enquanto tenta se reconectar com a filha e a ex-mulher.
- O Testamento de Ann Lee — Baseado em eventos reais. Ann Lee, líder fundadora do movimento Shaker, estabelece uma sociedade utópica baseada em música e dança.
Qual novidade vai fazer você trocar de equipamento esse ano? Comenta, compartilha e até o próximo Dominewson!
Padovan — Dominó Preto